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Aprendizados sobre organização autônoma de datacenters

Versão 0.0.1 - 2026-04-03

Em concepção

Documentação em concepção.

Contexto, pertinência e relevância

Esta documentação contém sugestões oriundas de pesquisas e vivências em contextos sociais específicos.

Elas de modo algum são sugestões universais ou imposições de uma forma de agir e se comportar.

Não são aprendizados no sentido de que devem ser seguidas, mas um agregado de experiências que podem apoiar, serem adaptadas ou até mesmo criticadas e melhoradas, desde que ajudem, sejam úteis a façam sentido.

Introdução

Aplicabilidade

Muito do que é dito aqui se aplica também a outras atividades autogeridas, não somente a "data centers" e "servidores".

Esta seção contém um destilado de lições aprendidas ao longo de muitos anos na operação de centrais de dados autônomas.

Para uma introdução sobre o tema, consulte a apresentação e o texto sobre organizar o abandono das Big Techs e Big States.

O que deu (mais ou menos) certo

O que deu certo

A seguir, um lista incompleta do que sabemos ter dado certo.

Copyleft, software livre, colaboração

  • Copyleft no geral.

  • Software livre no específico.

  • Quatro liberdades do software livre.

  • Essas quatro liberdades são condições necessários, mas não suficientes:

    • Podemos ter a liberdade para a estudar e modificar, mas teremos tempo para isso? E o tempo prévio de aprendizado necessário para ler um software?

    • As licenças de software não incluem garantias de manutenção extendida, suporte ou estabilidade dos programas. Tudo pode mudar a qualquer momento, inclusive o software pode ser abandonado.

  • Ainda que ele tenha essas limitações, o software livre continua sendo muito melhor do que o proprietário.

  • Redes efetivamente sociais (chat, fóruns, blogs, listas de e-mail -- sim, listas de e-mail!).

  • Códigos de Conduta / netiqueta e posturas éticas: ajudando as comunidades a manter ambientes inclusivos e agradáveis, dentro da lógica do auto-governo.

  • Faça por conta própria / faça você mesmo: o espírito que move as comunidades.

Iniciativas persistentes

  • Algumas das iniciativas que persistem, ou que até cresceram.

  • Na ponta autônoma do espectro:

    • Riseup!
      • A migração para o Riseup é um excelente estudo de caso!
      • Ocorreu de maneira orgância, dentro dos próprios movimentos.
      • Os motivos políticos e de segurança falaram mais alto do que diferenças de "qualidade" e disponibilidade do serviço.
    • CryptoRave!
    • Muitas outras!
  • Terceiro setor:

    • Tor!
    • Internet Archive!
    • Wikipedia!
    • Muitas outras!
  • Autodefesa Digital.

Avizinhamento

  • Avizinhamento: trazer a comunidade de uso para perto. Exemplos:

    • Vizinhança do Saravá.
    • Sindominio: grupo técnico e uma assembléia geral.
    • Mayfirst: sistema de membresia.
  • Operação social distribuída: divisão de trabalho não é necessariamente ruim, havendo alguns pré-requisitos para evitar assimetrias sociais: isonomia informacional, alternância de papéis.

  • Avizinhamento seria mais ou menos o que é o aquilombamento?

Segmentação

  • Máquinas Virtuais permitem dividir o trabalho entre diversos coletivos (aumento da horizontalidade nodal):

    • Exemplo:
      • Um grupo administra o servidor/mucua, o data center e os backups.
      • Outros grupos administram serviços que rodam nas máquinas virtuais.
  • Contêiners facilitam muito a instalação e manutenção de serviços.

  • Sugestão: contêiners dentro de máquinas virtuais.

O que deu mais ou menos certo

Memória

  • Bom, estamos aqui contando essa história!

  • Mas existe o "decaimento da web": um monte de conteúdo some.

  • Por sorte, existem projetos como o Internet Archive e o ArchiveTeam, e também arquivamos nossas próprias coisas sempre que podemos e lembramos!

  • Fica o convite para você participar dessa empreitada!

  • Apresentação sobre apagões de dados na internet está disponível.

  • Também falaram sobre isso na CryptoRave de 2025: Apagamento Digital: Perda da Memória Web Brasileira.

Seleção de projetos

  • Exercício: procurar no WayBack Machine: radiolivre.org, sarava.org, birosca.org etc.

  • Hydra: Processo e Suite:

    • Sistema auto-replicável de baixa escala, cada nó sendo capaz de reproduzir toda a topologia.
    • Sistema: hardware + software + configuração + dados.
    • Slides.
  • Padrão Saravá / Padrão Fluxo: padronização e documentação.

  • Protocolos Sociotécnicos:

    • Sistematizados a partir de experiências práticas.
  • Falar um pouco da experiência do Saravá, dentro das perspectivas disponíveis.

  • A partir desse histórico, indicar o que deu e não deu certo em algumas dessas iniciativas, assim como no geral.

O que não deu certo

Apropriação energética e simbólica

Precisamos fazer essa (auto-)crítica, por mais desagradável que seja:

  • Captura das redes de produção culturais (vídeo, música, software etc).
  • Extração do conteúdo coletivo.
  • Software livre turbinando novas formas de dominação :(

Resumidamente, o que fazíamos e fazemos na prática dá tão certo que o capitalismo se apropria de uma maneira perversa, quase que invabilizando o que fazemos e o que queremos mudar... mas esta é outra discussão, talvez a discussão de fundo, que em parte está documentada nos textos do Saravá1.

Fuga de talento

  • Muita gente passou por processos de formação, aprendeu muito mas acabou indo trabalhar no mercado.

  • Foi muito importante essa capacitação na vida profissional das pessoas.

  • No entanto, acabou ocorrendo uma transferência de conhecimento dos movimentos sociais para o mercado, sem devolutiva.

  • Importante pensar em maneiras de tanto apoiar a formação profissional quanto ter alguma devolutiva, seja cada pessoa passando o conhecimento adiante para as próximas que estão vindo (transição geracional), quanto contribuir com mais tempo nos projetos (reinvestindo força de trabalho), ou até mesmo de outras maneiras (aportes financeiros, contatos etc).

O que talvez não queiramos mais fazer...

  • O que não deu certo, ou o que talvez não queiramos mais fazer.

  • Máquinas, data centers etc sem inserção ou preocupação com território, e/ou descoladas da comunidade.

  • Deixar as coisas nas mãos de poucas pessoas, especialmente se elas não forem muito transparentes.

  • Deixar com que os grupos que administram as máquinas virtuais cuidem dos seus próprios backups. Isso pode acontecer, mas não é garantido. O melhor é o grupo que administra a máquina física e o data center cuidar dos backups.

O que deu certo, mais que depois foi dando errado...

  • O mundo varre muitas iniciativas do mapa...

  • Centro de Mídia Idependente (CMI/Indymedia): deu certo, mas depois foi dando errado...

    • Deu certo:
    • Organização em rede, com cada "centro" possuindo sua própria autonomia.

    • Deu errado:

    • "Democratismo" versus democracia direta?

    • Crescimento muito rápido, sem o proporcional crescimento em organização.

      • Vide tese de Swann2 sobre cibernética anarquista.
    • Movimento altermundista foi massacrado pela Guerra ao Terror da Era Bush Jr.

    • CMI Brasil foi engolido pelo lixo da extrema direita.

    • O CMI ainda existe, mas sem o mesmo ímpeto.

    • Quase ninguém hoje sabe o que foi o CMI/Indymedia, e sua importância.

    • Algo como o CMI ainda tem sua relevância...

O que continuar fazendo

Inclusão

  • Estamos falando de um outro tipo de inclusão digital/comunicacional/computacional.

  • Aumentar a inclusão de pessoas, de todas as origens, caminhadas, orientações etc, especialmente aquelas minorizadas e marginalizadas. Isso tem avançado bastante, porém ainda é muito suficiente.

  • Criação de espaços seguros, inclusivos, aconchegantes.

  • DEI/DEIB: Diversidade, Equidade, Inclusão e Pertencimento.

Documentação

  • Codificação de textos, configurações, scripts etc (texto também é código):
  • Documentar tanto procedimentos técnicos quanto decisões políticas.

  • Ter uma boa separação do que é público e privado.

  • Esquema de "diário de bordo":

    • Linha do tempo estilo "registro de mudanças" ("change log") geral e por assunto/tema/contexto/sistema.
  • Ter documentação offline distribuída (repósitório Git).

    • Git e sites estáticos (especialmente para documentações): são ótimos para disponibilidade e preservação.

    • Você não quer que a documentação sobre como consertar aquele computador quebrado esteja somente dentro dele...

Processos

  • Governança... ou governética! A importância dos processos de decisão e realização horizontais e diretos.

  • Das decisões:

    • Decidir é difícil, mas ainda mais fácil que realizar.

    • Consenso por silêncio não é bom, isto é, propostas que são aprovadas sem que ninguém se manifeste. Melhor que propostas sem aprovadas apenas havendo manifestação explícita e favorável.

    • Cuidado tanto com a empolgação do sim quanto com o silêncio dos constrangimentos.

  • Das responsabilizações e realizações:

    • Autonomia é bom e todo mundo gosta. Mas requer responsabilidade e dedicação. Autonomia "custa".
  • Do acompanhamento:

    • Usar algum sistema de gestão de processos/tarefas!
      • Pode ser um sistema de tickets.
      • Podem ser listas de tarefas contextuais!

Segurança

  • Não menosprezar a segurança, mas tomar cuidado para não adotar protocolos difíceis e que não serão seguidos. Exemplos:
  • Preparação para desastres de todo o tipo: "o que fazer em caso de incêndio?".

  • Proteção não significa vigilância: não é necessário registrar IPs e dados pessoais/identificáveis para manter um bom funcionamento; no caso de organizações sem fins lucrativos, não é obrigatória a retenção de IPs pela legislação brasileira (Marco Civil da Internet).

  • Compartilhamento de senhas de maneira suficientemente segura.

  • Criptografar o máximo possível (dados e conexões), tomando cuidado para não se trancar do lado de fora!

  • Guia geral (com vídeos): https://guia.autodefesa.org.

Continuar fazendo: privacidade por design e operação

  • Marco Civil da Internet:
  • Não exige que "provedores" sem fins lucrativos registrem endereços IP dos acessos.

  • LGPD: dá pra ser melhor do que essa lei, especialmente:

  • Não retendo informações pessoais mais do que o estritamente necessário.

  • Não usando "cookies" e outros mecanismos de etiquetagem de "clientes".

  • ECA Digital:

  • Apesar de buscar enfrentar sérios problemas existentes, gera insegurança jurídica e cavalo e tróia que pode dificultar a privacidade e a operação em pequena escala.

  • Certamente beneficia as Big Techs e o Big State enquanto provedores de identificação.

  • Dúvidas sobre qual o impacto efetivo em datacenters e redes federadas.

  • Uma maneira de checar idade em sistemas de pequena escala é conhecer pessoalmente a base de usuários ao criar a conta... mas não resolve o problema da oferta de sistemas anônimos.

Tolerância a falhas

  • Backups! Não só fazer backups, mas testá-los e saber como recuperar serviços a partir deles.

  • Preparação para falhas, defeitos, quebras. A questão não é de se, mas de quando.

O que tentar

Tentar gostar!

É mais fácil quando a gente gosta do que faz:

  • Se fazemos algo somente porque é necessário, há a possibilidade disso ser mais penoso.
  • Se pegamos gosto pela coisa, se passamos a nos interessar pelo assunto, aí a atividade fica mais prazerosa.

Dá pra fazer de maneira agradável e comunitária:

Divisão do trabalho

  • Sessões de trabalho coletivas e mais ou menos regulares, incluindo um calendário de manutenção.

  • Alternar papéis, garantindo que todo mundo tenha a oportunidade de aprender e exercer seus conhecimentos. Isso aumenta a redundância e a resiliência da iniciativa.

Festas de instalação

Install Fest de sistemas operacionais livres (no telefone e laptop/desktop):

  • Tem gente experiente que pode apoiar nisso.

  • É possível ter "dual boot" no computador.

  • Com preparo e planejamento, dá até pra fazer no celular Android!

Manutenção preventiva

  • "Prevenir é melhor do que remediar".

  • Trocar peças e fazer manutenção antes que os equipamentos quebrem.

  • Especialmente no caso de baterias de nobreak/UPS.

  • Planilha de reposições ajuda, junto com um mutirão semestral ou anual de limpeza e manutenção.

  • Checklists (listas de checagem), inclusive em rotinas periódicas.

  • Monitorar o uso dos recursos e a situação dos equipamentos.

  • Pode ser feito em clima de festa:

    • Exemplo da Macarronada do Daileon (2002?).

Simplexidade e suficiência

Avaliações de saúde

  • Importantíssimo: avaliar a "saúde" de projetos de software:

    • "Bus factor".
    • Ingerências do mercado.
    • Algumas lições aprendidas:
    • Lorea.
    • Drupal.
    • Linux-VServer.
  • Cuidado com a sustententabilidade dos próprios projetos e códigos!

Ferramentaria

  • Uso do Git tanto para documentação quanto para código:

    • Existem outras alternativas, mais de nicho, como o fossil (mas aí entra na questão monocultura versus sustentabilidade).
  • Tor, incluindo a tecnologia de Serviços Cebola!

  • Automação:

    • Scripts ou sistemas como Ansible: avaliar necessidade, pois a curva de aprendizado é grande e requer de manutenção/atualização.

Formatos

  • Formatos e microformatos abertos são seus amigos!

  • Exemplos:

    • ODF/FODF.
    • CSV.
    • Markdown.
    • RSS, Atom e OPML, que ainda sobrevivem!

Preservação

  • Dica: arquivar sites e sistemas legados em HTML!

  • Ecologia de domínios, reaproveitando um mesmo domínio para diversos usos.

  • Endereços persistentes (ou até permanentes): links bacanas não mudam! Cool URIs don't change.

Plataformas abertas

  • Hardware:

    • Pesquisar se um dado hardware funciona bem com software livre.
    • Pesquisar quanto tempo aquele hardware será suportado (garantia, obsolescência...).
    • Instalar software livre assim que possível (evitar lock-ins futuros).
    • Dar preferência para hardware livre e aberto.
  • Software:

  • Wetware:

  • Colaboração entre iniciativas similares: troca de recursos, backups etc, não só no Brasil.
  • Protocolos.

  • Netware:

    • DWeb, P2P, redes mesh, sistemas off-the-grid, bases de dados e acervos offline etc.

O que não tentar

O que não tentar, ou o que talvez não valha tentar:

  • Sistemas operacionais e softwares com comunidades instáveis.

    • Vale uma avaliação cuidadosa da saúde de uma comunidade, assim como suas perspectivas futuras.
  • Querer sempre rodar a coisa mais nova. Não acreditem no hype!

O que está mais fácil

Algumas coisas hoje estão mais fáceis:

  • Manter "servidores"/mucuas e datacenters, antigamente, era uma ação apolítica de franja, era algo considerado mais pela esquerda radical...

  • Equipamento está muito mais fácil de conseguir.

  • Muito hardware de segunda mão.
    • Apesar de que o fenômeno "IA" pode tornar as coisas bem difíceis para a computação de baixa escala, por conta da escassez de RAM e armazenamento.
  • Muito hardware aberto.

  • Muito mais software e documentação disponíveis.

  • Redes mesh ficando cada vez mais acessíveis!

O que continua difícil

O trabalho em si

  • Automatização e processos ajudaram muito, mas ainda é trabalhoso.

  • Manter a organização e a documentação.

Colonialidade

  • Muita colonialidade nas tecnologias e nas linguagens:

    • Língua inglesa ainda é uma barreira.
    • Exemplos de discussões sobre terminologia, por exemplo no caso do Git, termos "mestre" e "escravo" etc.
    • Problemas tanto mais explícitos quanto aqueles que estão insinuados nas arquituras. Discussão sobre hierarquia de pastas e patriarcado por exemplo.
  • Será que só vão lembrar de vocês quando o sistema sair do ar? Nem sempre vem o elogio e o reconhecimento. Risco do trabalho ativista precário.

Repressão

  • Repressão:
    • O Fator Quilombos/Canudos: comunidades livres ameaçam a ordem vigente, especialmente quando crescem e atraem grandes contingentes.
    • Casos.
    • Cavaleiros do Infoapocalipse (terrorismo, crime organizado, predadrófilos, nazis etc): usados como justificativa para adoção de medidas restritivas.

O que está mais difícil

Dependência

  • Aumento da dependência em Big Techs.

  • "Smart" phones

  • Hoje em dia existe um treco chamado "telefone celular". Ele é um desastre.

Problema da ação coletiva

  • O problema da ação coletiva para abandonar as Big Techs.

    • Antes não era um problema tão grande, já que essas Big Techs não existiam.

    • Como criar momento coletivo para abandonar plataformas?

    • Exemplo do abandono do Twitter para o Feediverso e o Bluesky.

    • A ação coletiva é um grande problema, mas é mais fácil de enfrentá-lo pensando em migrações orgâncias a partir de círculos concêntricos.

    • O problema da ação coletiva não é individual, é coletivo; mas precisa de um esforço de migração para cada pessoa, amigue, familiar, colega etc.

  • Por outro lado, a ação coletiva é o que mais assusta as Big Techs... é o que mais assusta o poder em geral. Fazem de tudo para evitá-la.

Aumento da concentração

  • O certo está se fechando, e o oligopólio agradece!

Aumento da vigilância

  • As "Inteligências Artificiais" estão poluindo a internet com lixo ("AI slop").

  • Verificação mandatória na internet em geral, infraestrutura pronta para autoritarismos e aumento de vigilância em troca de segurança questionável: https://www.eff.org/issues/age-verification

  • O Android está para se tornar uma plataforma ainda mais fechada a partir de Setembro de 2026: https://keepandroidopen.org/pt-BR/

  • Interações cada vez mais vigiadas por terceiros.

  • Inclusive em sistemas popularizados, como o PIX, operando no sentido da extinção da moeda em espécie.

Poluição

  • A internet hoje está muito mais agressiva:

    • Difícil lidar com a agressividade do SPAM, dos crawlers e outros comportamentos nocivos da internet anti-internet:

      • Scrappers, SPAMMers, trolls, hoaxers, scammers, crackers, haters...
    • Violência simbólica, violência algorítmica, violência da interface...

    • Fake news.

  • Requer mais:

    • Moderação.

    • Confirmação.

    • Corrida atrás do prejuízo.

Aceleração, obsolescência, perrengues

Muitos desafios: a obsolescência programada, atualizações constantes, a vigilância e o autoritarismo das imposições tecnológicas...

  • Alijamento:

    • Taxas de obsolescência e aceleração difíceis de enfrentar.

    • A internet hoje é muito mais monopolizada.

    • "Merdificação" das "plataformas"4.

  • Perrengues:

    • Maior precarização da vida.

    • Falta de tempo, esgotamento etc.

    • Desorganização é uma opressão estrutural.

  • Limitações operacionais:

    • Espaço de endereçamento:
      • Exaustão do IPv4.
      • IPv6 ainda não muito adotado, considerações de privacidade.
    • Espaço de nomes: DNS cada vez mais sendo um fator de controle.

O que evitar

Evite os evitáveis que der pra evitar!

Exemplos:

  • Usar Desinteligência Artificial, vulgo "Inteligência" "Artificial"!!!

  • Software proprietário.

  • GitHub e afins.

  • "Web3".

  • Criptomoedas, com algumas exceções de uso tático-estratégico.

Notas e referências


  1. Saravá, G., Caminati, C., Diniz, R., & Rhatto, S. (2025). Saraventos: Vols. -1 (S. Rhatto, Ed.). Publicações Vertiginosas. https://saraventos.fluxo.info

  2. Swann, T. (2020). Anarchist cybernetics: Control and communication in radical politics. Bristol University Press.. 

  3. Rhatto, S., & Saravá, G. (2024). Protocolo de ação coletiva. In Saraventos (1.0.0 ed.). Publicações Vertiginosas. https://saraventos.fluxo.info/protocolo.html 

  4. Doctorow, C. (2025). Enshittification: Why everything suddenly got worse and what to do about it. MCD. https://us.macmillan.com/books/9780374619329/enshittification/